Paris. Em 31 de março de 1869 os adeptos da Doutrina Espírita, entre outras pessoas, recebiam a notícia do desencarne de Allan Kardec, o Líder do Espiritismo.

Retornava ao Plano Espiritual após uma existência dedicada à educação formal e à do Espírito.

Neste post vamos recorrer às palavras de Camille Flammarion, mais precisamente ao seu discurso no depultamento do Codificador, para lembrar essa data.

Motivo do desencarne de Allan Kardec

No último dia de março de 1869, entre 11 e 12 horas, ocorreu o desencarne do professor francês, aos 65 anos, por conta do rompimento de um aneurisma cerebral.

Ele estava em sua residência e tinha em suas mãos um exemplar da Revista Espírita de abril de 1869, última editada por ele, que tinha acabado de chegar da gráfica.

No dia 2 de abril, dois dias depois do desencarne de Allan Kardec, seu corpo foi sepultado em uma cerimônia simples, mas que contou com a presença de grande número de pessoas.

Na cerimônia, mais de uma pessoa presente homenageou o tão querido Dirigente Espírita, entre elas, o astrônomo e membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Camille Flammarion.

A seguir selecionamos algumas partes desse famoso discurso.

Discurso de Flammarion enaltece as qualidades do “bom senso encarnado”

A íntegra do discurso está disponível no livro Obras Póstumas, mas aqui vamos destacar alguns pontos.

Flammarion, começou lembrando que o professor teve uma existência útil e digna. Em seguida, enalteceu o serviço que Kardec prestou à filosofia, ao oferecer explicações racionais para fatos que, até então,  só contavam com uma visão pautadas em supertições.

Nesse discurso de homenagem ao desencarne de Allan Kardec, o famoso astrônomo criou uma qualificação que, a partir de então, foi adotada para designar Rivail: o bom senso encarnado – veja trecho:

Ele era o que eu denominarei simplesmente o bom senso encarnado. Razão reta e judiciosa, aplicava sem cessar à sua obra permanente as indicações íntimas do senso comum. Não era essa uma qualidade somenos, na ordem das coisas com que nos ocupamos. Era, ao contrário, pode-se afirmá-lo, a primeira de todas e a mais preciosa, sem a qual, a obra não teria podido tornar-se popular, nem lançar pelo mundo suas raízes imensas.”

Morre o corpo, mas o Espírito e a obra se mantêm intactos

Outro ponto muito importante no discurso de desencarne de Allan Kardec tem a ver com a imortalidade da alma, um dos princípios básicos da Codificação Espírita.

Eis a bela parte do texto sobre esse tema:

Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra… Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor, e no céu imenso, onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado.”

O final do discurso segue a mesma linha, quando Camille se despede dizendo: “Até à vista, meu caro Allan Kardec. Até à vista!

Citando trechos desse belo discurso do amigo e discípulo do dirigente espírita, na ocasião do desencarne de Allan Kardec, registramos nossa singela homenagem a esse Espírito ímpar.

A equipe de Café com Kardec  tem muita satisfação em colaborar, ainda que minimamente, com a divulgação da obra deixada pelo Prof. Rivail.

Por isso, temos em nosso blog outros conteúdos sobre a Doutrina Espírita e seu Codificador. Entre eles, o infográfico De Rivail a Kardec, a trajetória de um grande missionário. Acesse e conheça:

ACESSAR INFOGRÁFICO

Share This