Dois professores, com gosto pela arte e pela cultura se (re) encontraram, casaram-se e, juntos, lutaram pela educação escolar. Mal sabiam que estavam prestes a trabalhar por um outro tipo de educação: a educação do Espírito.

Saiba mais sobre o Casal da Codificação Espírita!

Juntos pela educação

Fevereiro marca uma data importante e pouco lembrada pelo Espiritismo: o casamento, em 6 de fevereiro de 1832, do Professor Rivail com Amélie Boudet – professora primária, de letras e de Belas Artes, poetisa, desenhista e escritora.

Tendo gostos muito parecidos, é bem provável que os dois educadores tenham se conhecido no ambiente escolar ou em uma atividade voltada à cultura.

O fato é que essas duas almas singulares se reencontraram e formaram o Casal da Codificação Espírita. Mas, antes, iniciaram projetos que benefeciaram muitas pessoa – pelo meio educacional.

Preocupados com a educação, o casal fundou instituições escolares; elaborou materiais pedagógicos e ofereceu aulas gratuitas em sua própria residência ao menos favorecidos.

O Professor Rivail, aliás, realizou um trabalho de reformulação do ensino francês – a principal nação do mundo à época -, demonstrando o respeito que conquistara com seu trabalho e competência.

Além disso, ambos se preocupavam com a educação das meninas. Para o Casal da Codificação Espírita, elas precisavam ser instruídas porque tinham a grande repsonsabilidade de educar os filhos.

E, mediante esse pensamento, incluíam-nas nas tarefas da escola mantida por eles.

Casal Kardec: trabalhando pelo Espiritismo

No ano de 1854 o professor inicia suas pesquisas que resultariam nas obras da Codificação Espírita, sempre contando com o apoio e ajuda da esposa.

Com dinheiro do próprio bolso – vale destacar que não possuíam grandes recursos financeiros e viviam uma vida relativamente simples -, o Casal da Codificação Espírita lança a Revista Espírita, editada pelo próprio professor entre  Janeiro de 1858 e Abril de 1869 – até o seu desencarne.

Era o canal de comunicação entre o Codificador e os adeptos da nova Doutrina, já que ele recebia muitas cartas e não tinha tempo de responder uma a uma.

Além disso, nas páginas dessas publicação tão importante, mas desconhecida por grande parte dos espíritas, o pesquisador Kardec publicava novas descobertas a respeito do Espiritismo, compartilhando com os leitores e abrindo espaço para debates sobre o tema.

E, claro, quem o ajudava nesse importante trabalho de editar uma publicação mensal, era a Sra. Kardec.

O Casal da Codificação Espírita atuou no movimento

A residência do Casal da Codificação Espírita era local de sessões concorridas, exigindo da Madame Rivail cuidados exaustivos para acolher da melhor forma possível pessoas muito diferentes entre si e, muitas vezes, que nem conhecia.

E quando o Líder dos Líderes do Espiritismo fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE), contou com o apoio da fiel companheira.

Igual devotamento Amélie demonstrou ao participar de algumas viagens do Codificador para conhecer o movimento espírita e, entre outras atividades, pronunciar suas famosas palestras.

Em uma delas, Léon Denis registrou um bela cena em que o professor dava uvas na boca de sua companheira.

O Casal da Codificação Espírita  suportou calúnia, inveja, traições, insultos e outras dificuldades (inclusive financeiras) e, também nesses momentos, a união entre ambos foi essencial para seguir adiante.

1869: o Casal da Codificação Espírita se separa fisicamente

Em 1869 Kardec desencarna, vitimado pelo rompimento de um aneurisma. Pela primeira vez o Casal da Codificação Espírita se separa!

Mas Amélie Boudet continuou fazendo sua parte, tomando providências para a continuidade da divulgação espírita; participando das reuniões da SPEE – ainda que muitos não lhe dessem o devido respeito, por ser mulher e já idosa.

Lúcida e atuante, ao lado de amigos como Beth Groppo, Gabriel Delanne e Léon Denis, Gabi desencarnou aos 87 anos e seus restos mortais doram seupultados ao lado dos do querido esposo.

No túmulo, na coluna que sustenta o busto do Codificador, encontra-se gravada a singela frase: “Amelie Gabrielle Boudet – Viúva de Allan Kardec”.

Mas ela foi mais do que isso: foi um dos pilares de sustentação da Codificação, uma das partes do Casal da Codificação Espírita!

Nossa gratidão ao trabalho desses Espíritos maravilhosos, que merece ser reconhecido e perpetuado.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a história do Casal da Codificação Espírita, continue acompanhando nosso Blog com conteúdos exclusivos sobre o Espiritismo.

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