Aumentam os casos de obsessão no Carnaval? Espíritos menos evoluídos são liberados nesse período para atormentar os foliões? Leia este Blog Post e descubra!

Carnaval, festa popular

Carnaval é uma festa popular antiga, onde geralmente buscava-se a expressão pessoal sem constrangimentos, tendo por isso uma utilidade social, ou seja, uma válvula de escape para as pressões do cotidiano.

Essa festa ocorre em outros países, com características próprias de cada cultura. O Brasil é considerado o país do carnaval e aqui ocorrem manifestações organizadas para atrair turistas de todo mundo.

Muitas pessoas pobres economizam o ano todo para poder pagar pelo direito de desfilar, de forma um tanto quanto anônima, nos blocos das escolas de samba.

Paralelamente aos aspectos socioeconômicos existem os eventos inerentes ao clima espiritual gerado pela sintonia mental dos indivíduos e das massas. Esse é o tema do próximo tópico.

Afinal, aumentam os casos de obsessão no Carnaval?

Para nós espíritas não cabe julgar de forma fundamentalista, doutrinaria ou religiosa, a liberdade de cada um praticar as ações que atendam seus anseios. Cabe-nos expor o que a doutrina espírita nos ensina para que aqueles que nos leiam possam calibrar suas vontades e uso da liberdade, com o objetivo de manter o seu bem-estar.

Porém, uma questão paira no ar: será que aumenta a quantidade de obsessões no Carnaval?

Primeiramente gostaríamos de esclarecer que obsessão, é a influência perniciosa de um espírito sobre uma pessoa encarnada, podendo variar o grau de intensidade de acordo com a sintonia que exista entre ambos e as motivações do obsessor.

Ou seja, um espírito ignorante pode sujeitar uma pessoa a pensamentos e ações que causem prejuízos morais e físicos, com vistas a realizar seus desejos de vingança para com a pessoa encarnada que com ele tenha compromissos e sintonia.

Em O Livro dos Espíritos encontramos na questão 102 a categorização do que seriam espíritos impuros: “São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações (…) Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem as suas sugestões, a fim de induzi-los a perdição (…)”.

E na questão 518 encontramos “Os Espíritos preferem estar no meio dos que se lhes assemelham. Acham-se aí mais à vontade e mais certos de serem ouvidos. É pelas suas tendências que o homem atrai os Espíritos (…).”

Portanto, podemos inferir que, em ambientes que estimulem a sensualidade e outros

comportamentos exacerbados que afrouxem o controle pessoal, ampliam-se as possibilidades de influenciação dos encarnados por parte de espíritos ignorantes,   sedentos de vivenciar atos e comportamentos que lhes permitam sentir coisas que a ausência de seus corpos não mais lhes possibilite – como já vimos descrito largamente na obra de André Luiz.

Assim, cabe a cada um de nós escolher, como no plano material, com quem desejamos estar e compartilhar nossa vida, pela sintonia de pensamentos, atos,  palavras e locais que frequentamos.

Devemos escolher onde e com quem desejamos trilhar nosso caminho, evitando as más influências de espíritos que ainda se encontram em estágios evolutivos onde a ignorância e as más tendências prevalecem.

Evidentemente alguns poderão dizer que o que vale é a intenção, que podemos participar de festas, como o Carnaval. Sim, é verdade, porém que saibamos escolher em que tipo de festas desejamos ou podemos estar sem prejudicar nossa saúde espiritual.

Aquilo que alguns chamam de festa cultural outros podem chamar de liberdade sem controle ou ainda de afrouxamento da moralidade.

Lembremos que vivemos numa época de muita liberdade com pouca responsabilidade, ainda não aprendemos a ter e usar a liberdade atingida em nosso século.

Não podemos afirmar que os casos de obsessão aumentam no carnaval, mas, certamente podemos dizer que isso é possível tendo em vista que os espíritos ignorantes encontram condições ideais para obsedar as pessoas no carnaval, onde a sintonia ocorre como fruto da sensualidade e a libertinagem que ganham maior expressão no que se chama de festa popular e manifestação cultural.

Cabe ao espírita fazer bom uso de seu livre-arbítrio e escolher se lhe é conveniente expor-se a este tipo de ambiente espiritual ou buscar o recolhimento e a reflexão nesse momento de “festa nacional”, em conformidade com a sábia máxima evangélica “Tudo posso, mas nem tudo me convém…(1 Coríntios 6,12)”.

Como podemos notar, somos responsáveis por nossos pensamentos e vibrações. E manter a serenidade e equilíbrio em qualquer ambiente, depende de nós mesmos e da capacidade de nos sintonizar com o Alto. Qual a sua opinião: aumentam os casos de obsessão no Carnaval? Fale conosco.

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