Somos seres políticos, mas é correto utilizar o nome da Doutrina Espírita para defender posicionamentos relacionados à política? Esse será o foco deste artigo – confira a relação entre Espiritismo e política!

“Nós contra eles” – é mesmo a melhor saída?

Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado e toda cidade ou casa dividida, não subsistirá. Mateus 12-25

Nós últimos tempos, motivados por divisões estabelecidas no “nós contra eles” percebemos que o ambiente Espírita começou a ficar contaminado por posições partidárias de seus participantes – e parece que a pandemia provocada pela Covid-19 ampliou o debate e o acirramento.

Nessa união entre Espiritismo e Política foram criados, inclusive, grupos espiritas com cores políticas e defesas de tese – tentando atribuir a Jesus um posicionamento político, esquecendo-se que na resposta a Pilatos, deixava claro que “Seu reino não era deste mundo”.

As divergências políticas causaram o afastamento de muitos companheiros. Isso quando não víamos pessoas que se dedicaram muito à divulgação do Espiritismo, sendo atacados por exporem um pensamento divergente de uma corrente política, esquecendo se que argumentos devem ser contrapostos com argumentos melhores, não com ofensas ou simplesmente rotulando pessoas – e passando por cima da recomendação de Jesus que disse “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” João 13-35.

Dica: leia o artigo Comunicando e Complicando, sobre a necessária responsabilidade no momento de nos comunicarmos em nome da Doutrina Espírita.

Espiritismo e Política: com a palavra, Kardec

Para ajudar nos argumentos acima, chamo em meu auxílio Allan Kardec que, na Revista Espírita de Fevereiro de 1862, faz um alerta:

“Devo ainda chamar a atenção para outra tática de nossos adversários: a de procurar comprometer os espiritas, induzindo-os a se afastarem do verdadeiro objetivo da Doutrina, que é o da moral (grifo nosso), para abordarem questões que não são de sua competência e que poderiam, com toda razão, despertar suscetibilidade e desconfianças.

Também não vos deixeis cair nessa armadilha; afastai cuidadosamente de vossas reuniões tudo quanto disser respeito à política e às questões irritantes, nesse caso, as discussões não levarão a nada e apenas suscitarão embaraços, enquanto ninguém questionará a moral, quando eia for boa.

Procurai no Espiritismo aquilo que vos pode melhorar; eis o essencial. Quando os homens forem melhores, as reformas sociais verdadeiramente uteis serão uma consequência natural”.

Ao pensarmos de que modo Espiritismo e Política podem conviver, o alerta de Allan Kardec é suficiente para os verdadeiros espiritas entenderem que não estamos impedidos de participar e nos posicionar nas questões políticas, buscando levar os conceitos Espiritas para a política e nunca trazendo a política para o Espiritismo.

Kardec é claro: “Quando os homens forem melhores, as reformas sociais verdadeiramente uteis serão uma consequência natural”.

Portanto divulguemos a Doutrina Espírita, mas acima de tudo nos comportemos como espíritas.

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