A obra que originou a Doutrina Espírita, O Livro dos Espíritos, foi lançada em 18 de abril de 1857 e completa 163 anos, permanecendo atual – em uma evidente demonstração de sua grandiosidade!

Poderia escrever sobre seu conteúdo irretocável ou sobre a forma didática de sua elaboração, para ficar apenas em duas de suas qualidades. Porém, acredito que suas perguntas e respostas falam por si mesmo.

Por isso, para homenagear O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, transcrevo algumas questões, de cada um dos 4 livros que compõem a obra – usei italic para resposta dos Espíritos e as observações do Codificador Allan Kardec são antecedidas pela sigla “A.K.”.

Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita (Item XVII)

Objetivo de O Livro dos Espíritos, segundo o Codificador:

Esperamos que ele tenha outro resultado, — o de guiar os homens desejosos de se esclarecerem, mostrando-lhes nestes estudos um objetivo grande e sublime, o do progresso individual e social, e indicando-lhes o caminho a seguir para a sua consecução.

Prolegômenos

Dos Espíritos Superiores que colaboraram com a Codificação para Allan Kardec:

A satisfação que terás vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida, será para ti uma recompensa cujo valor total conhecerás, talvez, mais no futuro do que no presente.

Livro Primeiro

Questão 1: O que é Deus?

Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas

Questão 19: Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?

A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.

A.K.: Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador.

Dica: Saiba o que é Coerência Doutrinária e porque é tão importante.

Livro Segundo

Questão 100 – Escala Espírita

A.K.: A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido.

Questão 154: É dolorosa a separação da alma e do corpo?

Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio.

A.K.: Na morte natural, a que sobrevém pelo esgotamento dos órgãos, em consequência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de óleo.

Questão 171 – Em que se funda o dogma da reencarnação?

Na justiça de Deus e na revelação, pois incessantemente repetimos: o bom pai deixa sempre aberta a seus filhos uma porta para o arrependimento. Não te diz a razão que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorarem-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os egoístas se encontram a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem remissão.

Livro Terceiro

Questão 728: É lei da Natureza a destruição?

Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos. – confira o artigo Coronavírus e Doutrina Espírita, uma reflexão sobre a Lei da Destruição.

Questão 785: Qual o maior obstáculo ao progresso?

O orgulho e o egoísmo. Refiro-me ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre. À primeira vista, parece mesmo que o progresso intelectual reduplica a atividade daqueles vícios, desenvolvendo a ambição e o gosto das riquezas, que, a seu turno, incitam o homem a empreender pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. Assim é que tudo se prende, no mundo moral, como no mundo físico, e que do próprio mal pode nascer o bem. Curta, porém, é a duração desse estado de coisas, que mudará à proporção que o homem compreender melhor que, além da que o gozo dos bens terrenos proporciona, uma felicidade existe maior e infinitamente mais duradoura.

A.K.: Há duas espécies de progresso, que uma a outra se prestam mútuo apoio, mas que, no entanto, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral. Entre os povos civilizados, o primeiro tem recebido, no correr deste século, todos os incentivos. Por isso mesmo atingiu um grau a que ainda não chegara antes da época atual. Muito falta para que o segundo se ache no mesmo nível. Entretanto, comparando-se os costumes sociais de hoje com os de alguns séculos atrás, só um cego negaria o progresso realizado. Ora, sendo assim, por que haveria essa marcha ascendente de parar, com relação, de preferência, ao moral, do que com relação ao intelectual? Por que será impossível que entre o dezenove e o vigésimo quarto século haja, a esse respeito, tanta diferença quanta entre o décimo quarto século e o século dezenove? Duvidar fora pretender que a Humanidade está no apogeu da perfeição, o que seria absurdo, ou que ela não é perfectível moralmente, o que a experiência desmente.

Livro Quarto

Questão 961: Qual o sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte: a dúvida, o temor, ou a esperança?

A dúvida, nos cépticos empedernidos; o temor, nos culpados; a esperança, nos homens de bem.

Questão 920: Pode o homem gozar da completa felicidade na Terra?

Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.

Neste texto foi mostrada uma pequena porção do grandioso mundo de informações que O Livro dos Espíritos nos oferece. Agradecemos Allan Kardec por ter nos deixado esse grande legado.

Acompanhe nosso Blog com outros conteúdos sobre a Codificação, como artigo que fizemos sobre a primeira obra espírita em seus 162 anos de lançamento.

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