Após meses tentando manter as pessoas afastadas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, governos de todo o país começam a relaxar as medidas de isolamento social e, aos poucos, seguindo protocolos como manter distância mínima de 1,5 metro, usar máscaras e ter álcool gel para higienização, estabelecimentos variados abrem suas portas.

Enquadrados na categoria de templos religiosos – e aqui não vamos abrir a discussão de ser ou não a mais correta -, os Centros Espíritas, poderão ter autorização para voltar a funcionar dentro de pouco tempo.

Mas fica a pergunta: o que esperar do novo normal nas Casas Espíritas?

A Covid-19 e a fé

Claro que a Covid-19 impactou a fé de muitas maneiras, incluindo o cancelamento dos cultos de várias religiões e as peregrinações em festivais e festas sagradas ao redor do mundo.

As Casas Espíritas também fecharam suas portas, obedecendo leis impostas em cada município e, também, pelo entendimento de ser esta a melhor saída no momento – tendo em vista ajudar a combater uma doença que continua ameaçando.

Com a aproximação do momento de reabertura, no entanto, será preciso efetuar mudanças significativas em atividades para impedir a disseminação do vírus.

Aliás, vale lembrar que a Direção da instituição tem total responsabilidade por tudo o que acontece em suas dependências, podendo inclusive responder legalmente por eventuais ocorrências – como a contaminação de pessoas, por exemplo.

Assim, a reabertura deve considerar a real capacidade dos centros em garantir a segurança de seus públicos.

O novo normal nas Casas Espíritas

A Covid-19 mudou nossa rotina e hábitos e isso vale para todos os locais: em casa, no trabalho (o home office está em alta), nos centros espíritas.

E até que seja encontrada uma vacina, ou medicamento realmente eficaz, para combater o novo coronavírus, tudo indica que paciência e cuidado consigo próprio e com os outros é mesmo a melhor saída.

Nesse cenário, os dirigentes espíritas têm muitos itens a definir. Entre eles:

  • Quantas pessoas cabem na instituição, considerando a distância mínima de 1,5 metro entre os presentes;
  • Caso essa lotação máxima comportada seja ultrapassada, qual critério utilizar para saber quem entra e participa da atividade e quem deverá ser dispensado;
  • Quais os protocolos de higiene devem ser adotados, quem se responsabilizará por eles e como será feita a checagem de cada item;
  • Normalmente efetuado em ambiente fechado, onde será feito o atendimento fraterno;
  • Como garantir a segurança e distanciamento entre o público infantil;
  • De que modo será aplicado o passe espírita – em muitas instituições, realizados na chamada câmera de passes (ambiente fechado);
  • Serão realizadas as reuniões mediúnicas e em quais moldes;
  • Como será o acolhimento do público em situação de vulnerabilidade, que poderá aumentar, sem que haja aglomeração;
  • Bazar Beneficente: qual o formato ideal para que não tenha acúmulo de pessoas no mesmo espaço e, ainda, como evitar contaminação nas peças;
  • As atividades virtuais devem ser mantidas, em conjunto com as presenciais, ou serão eliminadas no rol de atividades?

Essas são apenas algumas questões que precisam ser pensadas com cuidado antes da retomada das atividades. E Café com Kardec vai discuti-las aqui, em nosso Blog. Acompanhe e envie seus comentários para que, juntos, possamos achar soluções para os desafios do novo normal nas Casas Espíritas.

Share This