Sr. e Sra. Kardec

A Doutrina Espírita foi codificada e, chegou até nós, graças ao trabalho irrepreensível do professor Hippolite Léon Denizard Rivail, desde 18 de abril de 1857 mais conhecido por Allan Kardec. Infelizmente, nem todos os adeptos do Espiritismo conhecem com a devida profundidade o homem e a obra.

E se o Codificador e seu trabalho não têm sido corretamente lembrado e respeitado, o que, dizer, então, de todo o empenho e dedicação de sua esposa, Amélie Gabrielle Boudet? Poucos sabem das lutas empreendidas por essa mulher de fibra e inteligência pouco comuns e como, após o desencarne do esposo, ela se manteve firme aos princípios por ele defendidos. Mulher e idosa, sofreu com o preconceito e foi desrespeitada por muitos, incluindo os que conviveram com o professor.

Em respeito a esses grandiosos trabalhadores, a quem devemos respeito e gratidão, o  Café com Kardec, dedica este espaço ao casal número 1 do Espiritismo, cuja união foi oficializada em 9 de fevereiro de 1832, na cidade de Paris (conforme pode ser visto na certidão de casamento).

Aqui você poderá ter acesso a materiais dedicados a ambos, bem como sugestão de leitura sobre a vida e a obra do casal Kardec. E, claro, se você tiver algum material sobre ambos para compartilhar conosco, pode enviar para nosso e-mail. Desde já somos muito gratos.

O homem que descobriu os Espíritos

Hypolitte Léon Denizard Rivail, Allan Kardec

Existe material relativamente abundante sobre o professor francês, nascido na cidade de Lyon em 1804, e que passou a ser mundialmente famoso pelo pseudônimo Allan Kardec. Eles nos mostram que o pequeno Rivail nasceu em uma família com recursos, equilibrada e que, desde menino, demonstrou a grandiosidade de seu espírito.

Podemos acompanhar, através desses muitos relatos, sua formação educacional influenciada pelo grande pedagogo Henrique Pestalozzi – e como, aos 14 anos, o adolescente Rivail o substituía sempre que se ausentava da escola -; sua preocupação com uma educação de qualidade e ao alcance de todos, independente de sexo ou classe social; o enlace com uma mulher maravilhosa que foi seu grande apoio nas lutas cotidianas; seus problemas com a saúde; suas dificuldades, suas derrotas.

Mais particularmente, conhecemos todo o primoroso trabalho de investigação que deu origem aos fundamentos da Doutrina Espírita: como se envolveu com as pesquisas; qual o método criado e usado para garantir a veracidade das informações doutrinárias; obras lançadas; viagens para conhecer o movimento espírita surgido com o lançamento da obra inaugural “O Livro dos Espíritos”; os dissabores; as alegrias.

Conhecer com detalhes toda essa trajetória singular é muito importante não só para respeitar o esforço hercúleo e valorizar, ainda mais, uma tarefa desempenhada em uma época em que os meios de comunicação e transporte eram limitados e nem mesmo havia luz elétrica – imagine trabalhar à noite e de madrugada, à luz de velas, e acrescente a essa dificuldade natural, o fato de Kardec ter tido um sério problema nos olhos, quase chegando à cegueira, quando mais novo.

É necessário ter conhecimento do caminho trilhado por esse grande Espírito para que possamos nos espelhar em seus passos sem jamais esquecer que a Doutrina Espírita não pode ser diminuida por opiniões pessoais e que existe um método a ser seguido para a inclusão de novos conceitos doutrinários.

Precisamos conhecer a vida e a obra desse grande missionário que descobriu os espíritos e mudou nossa forma de enxergar os fatos cotidianos, mudando nossa forma de viver e de nos relacionar com as pessoas e com o mundo – vale a pena a leitura do discurso pronunciado por Camille Flammarion, membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, na cerimônia de sepultamento do professor Rivail.

 

Nossa eterna gratidão ao Mestre Allan Kardec!

Martha Rios Guimarães

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