Nascido no ano de 1802 e desencarnado aos 83 anos de idade, o francês Victor Hugo (um dos maiores romancistas de todos os tempos) nunca conviveu com a professora mineira Zilda Gama, desencarnada em janeiro de 1969 após 91 anos de existência terrena.

Porém, o trabalho de divulgação da Doutrina Espírita uniu esses dois espíritos, o primeiro no plano espiritual e o segundo enquanto encarnada. Saiba mais!

Victor Hugo tornou-se espírita após o desencarne da filha

Victor Hugo escreveu 22 livros de poesia, 14 peças de teatro, 8 romances, entre eles os memóraveis (e mundialmente conhecidos) “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre-Dame” e outros textos de categoria variada.

Teve contato com o fenômeno das mesas girantes por volta de 1853 e em uma dessas sessões teve informações sobre sua filha, desencarnada em um naufrágio no Rio Sena, em 1843. Os constantes recados de Leopoldine levaram-no a tornar-se adepto das ideias espíritas, que passaram a influenciar sua vida e sua produção literária.

Em 1863, Allan Kardec já reconhecia o grande escritor como um  expoente no movimento espírita, incluindo na Revista Espírita do mesmo ano, uma carta de Hugo para o escritor Alphonse de Lamartin, em virtude da desencarnação da esposa desse amigo.

Em fevereiro de 1865, o romancista volta a ser citado na coleção, com a publicação de um discurso de Victor Hugo no túmulo de uma jovem.

Zilda Gama, professora e médium

Após 38 anos de seu passamento, eis que o talento literário do romancista ressurge através da mediunidade de uma professora mineira. Zilda Gama  foi diretora de escola, defendeu o direito de voto para as mulheres e ainda jovem começou a se comunicar com Espíritos recebendo, em 1912, uma mensagem assinada pelo Codificador Allan Kardec.

Quatro anos depois outro francês se comunicou e começou a escrever um livro através de sua psicografia: “Na sombra e na luz”. A essa seguiram-se os seguintes títulos: “Do Calvário ao Infinito”, “Redenção”, “Dor Suprema” e “Almas Crucificadas”.

Os frutos dessa parceria entre Zilda Gama e Victor Hugo fizeram surgir a primeira médium de psicografia a receber tantos romances diferentes de um mesmo autor espiritual. Em todas as  obras ditadas por Victor Hugo, nota-se a qualidade literária do Espírito, em uma narrativa que prende o leitor da primeira à última página e, ainda, revela preciosos ensinamentos doutrinários de uma forma leve e cativante.

Trata-se de um ensinamento precioso ao qual precisamos ficar atentos: um Espírito ao dar continuidade ao seu trabalho, mesmo que na Espiritualidade e necessitando de um intermediário para trazer sua produção ao mundo material não torna sua arte totalmente diferente do que produzia quando encarnado.

Mesmo que o médium influencie de alguma forma o resultado final, podendo dificultar a produção, certamente o resultado terá uma qualidade aceitável e que remeta minimanente ao estilo de seu autor.

Sem dúvida alguma, Victor Hugo e Zilda Gama formaram uma excelente parceria cuja produção pode ser apreciada por todos que amam uma boa história.

Confira as obras produzidas por essa parceira e continue acompanhando nosso blog, com artigos sobre a Doutrina Espírita. Entre eles, sugerimos a leitura de:

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